Veritas et Mendacium
Hoje sonhei contigo,
e eras verdade.
Eu estava sentado nos rochedos à beira-mar,
e tu chegaste montada no teu cavalo alado.
Sorriste,
e disseste-me, olá.
Trazias um vestido azul claro, quase branco,
com estrelas cintilantes que eram sóis,
e um colar de morangos ao pescoço,
e deste-me um a um à boca sem deixares de sorrir.
De repente começou a chover,
e a chuva era quente
e suave
e não molhava.
Olhei à volta,
e os calendários diziam-me que era Setembro,
mas tu disseste que não, que era Maio,
e eu acreditei.
Tocaste-me,
e quando abri os olhos,
já tu voavas novamente no teu cavalo alado,
que era mentira, como Setembro.
Texto sobre a estranha ligação que há entre a verdade e a mentira, o real e o imaginário.
Dedicado a uma andorinha do mar que está presa numa gaiola.

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